quarta-feira, 30 de maio de 2012


Rose Di Primo - Símbolo da Mulher Brasileira, Musa de Ipanema



Símbolo de mulher brasileira, musa de Ipanema, inventora da tanga, Rose Di Primo deixou marcas nas areias do Rio e no imaginário de milhões de brasileiros...
Saiu na Imprensa:
Nenhum olhar é atraído quando, numa tarde de domingo, Rose di Primo, 47 anos, uma mulher alta, elegante, cabelos castanhos e ondulados, entra apressada numa lanchonete do bairro paulistano de Campo Belo. Trinta anos atrás, a mesma Rose di Primo, também num domingo, atraiu centenas de olhares escandalizados na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, quando pisou na areia com uma tanga que acabara de criar, meio por acaso, e pouco escondia seu corpo escultural. Nos anos seguintes, a vida da menina de família simples, que chegara ao Rio ainda criança com a mãe e duas irmãs, viraria do avesso.
Rose Di Primo e a foto proibida
Durante uma década, nenhum olhar conseguiu desviar-se daquela morena desinibida e voluptuosa. Poetas, borracheiros, ministros, presidentes, todos sonharam com Rose. Ela conheceu o sucesso, foi desejada. Agora, decidiu vasculhar as memórias e trazê-las à tona na autobiografia Rose di Primo - Do Brilho à Luz (Ieditora, 272 págs.). No próximo ano, a história da modelo deverá ser levada às telas, projeto ainda em fase de acertos.
"Durante muito tempo, escreveram absurdos a meu respeito; tem gente que acha que eu morri, que estou largada. Isso me motivou a contar minha história", diz Rose. O reencontro com lembranças nem sempre agradáveis, admite a ex-modelo, serviu para esclarecer histórias mal-contadas, exorcizar alguns fantasmas, expiar culpas e promover o encontro da Rose do passado com a do presente. Que, enfim, fizeram as pazes.
A vida de Rose foi marcada por altos e baixos. Em 1971, aos 13 anos, descobriu, nas areias de Ipanema, a vocação para a polêmica. Chegou à praia vestindo uma tanga com laços laterais, numa época de biquínis tão comportados como os usados até hoje pelas americanas. "Quando apareci na praia, foi um escândalo, todo mundo saiu de perto de mim, assustado", lembra a ex-modelo.
A carreira de Rose deslanchou de vez quando tinha 16 anos e venceu um concurso de beleza promovido pelo apresentador Flávio Cavalcanti, na TV Tupi. "A partir daí, todos os jornais e revistas queriam fazer reportagens sobre mim", lembra-se Rose. Aos 18 anos, foi capa da revista "Manchete". Na foto, ela aparecia sentada numa moto, apenas com um diminuto biquíni branco. A imagem rodou o país e o mundo e atiçou a libido de gente graúda, como o então ministro da Fazenda, Delfim Neto, que ligou para a redação da "Manchete" pedindo que lhe enviassem uma revista autografada por Rose. "O editor pediu para eu fazer uma dedicatória ousada, mas recusei e apenas escrevi que admirava seu trabalho", esclarece.
O episódio do ministro, aliás, rendeu boatos durante um bom tempo. Uma famosa revista masculina deu destaque para a tietagem, afirmando que Delfim havia ligado para a modelo. "Isso nunca aconteceu, nunca nos falamos ou nos conhecemos", garante Rose. O deputado Delfim Neto foi procurado pela reportagem do Valor, mas não quis comentar o assunto.
Casos como o do ministro se repetiram muitas vezes e foram minando a resistência da modelo, que começou a sentir falta de coisas simples, como andar na praia sem ser apontada ou fotografada. "As pessoas queriam ver nas ruas a Rose di Primo das fotos, mas eu não era assim", afirma.
Nos anos seguinte, ela foi capa de revistas e tentou a carreira cinematográfica. Freqüentou as altas rodas da sociedade e tornou-se presença constante em vernissages e festas.
Fonte: Valor Econômico, edição de 10/7/2002 - Ricardo de Souza, São Paulo

ROSE DI PRIMO- A ETERNA MUSA FALA DA POLÊMICA DE UM COMERCIAL.
FONTE: YOUTUBE.


Markito: O estilista da era plumas & paetês


Por Lufe Steffen em 11/01/2011 às 19h28
Markito: O estilista da era plumas & paetês
A edição de novembro de 2010 da revista "Joyce Pascowitch" trouxe uma reportagem que passou meio despercebida, mas que vale a pena ser resgatada. O tema: o lendário estilista Markito, que marcou época na moda no fim dos anos 70, começo dos 80, e foi uma das primeiras vítimas famosas da Aids, morrendo em 1983.

Ele era gay assumido, mas tinha um charme viril que seduzia platonicamente as mulheres, clientes famosas ou não. Não seria absurdo imaginar que o novelista Cassiano Gabus Mendes se inspirou em Markito para criar o personagem Jacques Leclair (Reginaldo Faria) para sua novela "Ti-ti-ti" (1985/86), atualmente em remake com Alexandre Borges.

Markito nasceu em 1952 em Uberaba, Minas Gerais, e começou a desenhar croquis ainda criança. Também na fase juvenil, chegou a fazer alegorias para os desfiles das escolas de samba da cidade.

De Uberaba para São Paulo, onde se radicou nos 70. E passou a vender suas criações, influenciadas pelo glam rock e o glitter, além dos Dzi Croquettes. Paetês eram a marca registrada de Markito. O final da década de 70, com o auge da era disco, consagrou de vez o estilista, que passou para a nova década como o grande mestre da moda moderna.

Nos 80, todas queriam vestir Markito. Entre suas clientes famosas, estavam as atrizes Sandra Bréa (que também seria vítima da Aids, em 2000), Mila Moreira, Maitê Proença, Sonia Braga; as cantoras Simone, Gal Costa, Fafá de Belém; e até Xuxa Meneghel. "Markito foi uma deslumbrante taça de champanhe", diz Marília Gabriela, amiga e cliente do estilista. Na capa do disco que lançou como cantora em 1982, Marília vestiu um modelito dele.

Entre as internacionais que vestiam suas criações, estrelas como Liza Minnelli, Diana Ross, Grace Jones, Olivia Newton-John e Farrah Fawcett. Nas discotecas Studio 54, em Nova York, e Regine's, em Paris, os vestidos dele roubavam a cena.

No Brasil, em SP, o cenário era a boate Gallery, templo dos ricos e famosos do início dos 80. Mulheres vaporosas desfilavam a bordo de criações dele, aumentando sua fama. E foi no Gallery que Markito se despediu do Brasil. Em 5 de abril de 1983, comemorou lá seus 32 anos, recebendo os amigos. Depois partiu para Nova York, cidade que escolhera para morrer.

Morreu por lá em 4 de junho, e foi enterrado em Uberaba. Em sua cidade natal, a irmã do estilista, Monica Rezende Gonçalves, fundou um museu para registrar seu legado. Para visitar, basta agendar horário. O telefone de contato é (34) 3333-7438.
FONTE: http://acapa.virgula.uol.com.br/lifestyle/markito-o-estilista-da-era-plumas-paetes/1/10/12484

terça-feira, 29 de maio de 2012

A HISTÓRIA ÍNTIMA DO PERFUME MAIS FAMOSO DO MUNDO.
MUITO INTERESSANTE.LEIA O LIVRO, VOCÊ VAI ADORAR!
FONTE: YOUTUBE.

Coco Chanel costumava dizer que o mais misterioso, o mais humano dos sentidos, é o cheiro. "Pelo cheiro um corpo se comunica com o outro", disse. O olfato era tão importante para ela que transformou sua paixão em fragrância: o Chanel nº 5.
A história do famoso perfume vai além do passado de sua criadora que está ao alcance de todos. Por isso, a escritora americana Tilar J. Mazzeo publicou "O segredo de Chanel nº 5", uma obra que esmiúça em detalhes a vida da estilista e de seu perfume.
Chanel nº 5 sempre foi um perfume sinônimo de luxo e feminilidade por excelência. Inventado em 1920, entrou para a história como um ícone cultural que foi capaz de gerar longas filas de soldados em plena escassez da Segunda Guerra Mundial que queriam levar para suas mulheres gotas desse elixir para deixá-las ainda mais belas.
Também como símbolo de poder e feminilidade, ele foi o preferido da mulher mais sedutora do século 20, Marylin Monroe, quem chegou a afirmar que dormia completamente nua e a única coisa que colocava no corpo antes de ir para cama eram algumas gotas do seu cobiçado perfume.
Mas além das vendas, do marketing e do glamour, o cheiro imaginado por uma criadora como Gabrielle Bonheur Coco Chanel, o cheiro que define uma mulher com um olfato excepcional, guarda um grande segredo. Como se perpetuou e sobreviveu como o perfume mais valorizado pelas mulheres em quase cem anos de história?
A magia do cheiro
Os cheiros de Chanel são os de sua história. Ela perdeu a mãe aos 12 anos. Sozinho com cinco filhos, o pai ficou com os dois meninos e entregou as três meninas aos cuidados das freiras no orfanato de Aubazine. Lá, Chanel foi educada, passou a adolescência e saiu ao completar 18 anos.
As feridas da perda e do abandono, relacionadas com a pureza e o cheiro de limpeza da abadia, foram os ingredientes do registro emocional que moldou a história de Chanel nº 5 e a relação complicada que Coco Chanel com sua criação.
Já fora do convento, ela trabalhou como costureira por alguns anos. Tentou também se transformar em uma estrela do vaudeville e atuou em vários palcos seduzindo homens. Uma de suas canções a fez receber o apelido de Coco.
Ela conviveu nesse ambiente com cantoras, atrizes e prostitutas que usavam o doce cheiro do jasmim para atrair os homens. Mas também sabia da preferência das mulheres de classe alta por fragrâncias florais, de rosas e de violetas. Essa diferença distinguia os dois extremos.
Coco Chanel tinha criado um cheiro limpo impecável, e não entendia por que as mulheres tinham de cheirar a plantas, ela queria encontrar um cheiro de mulher. Por isso passou grande parte de sua vida estudando as combinações. Queria um perfume que traduzisse a mulher, a sensualidade e não a prostituição, mas a independência, a limpeza.
Apesar da fama de estilista, durante anos ela não foi bem recebida nos altos círculos sociais devido ao seu passado, mas ela sempre lutou. Primeiro com uma pequena loja de chapéus, depois com outra de roupas e mais tarde com seu perfume.
No verão de 1920, Chanel tinha como amante o príncipe russo Dimitri Pavlovich, quem a apresentou ao perfumista dos Romanov, Ernest Beaux.
Em uma rua estreita de Paris, a estilista, o príncipe e o perfumista, três personagens muito diferentes, deram de cara com a mistura exata de jasmim, rosas e aldeídos que, sem eles sequer imaginassem, se transformaria no famoso Chanel nº 5.
Keren Valverde
FONTE:ÉPOCA NEGÓCIOS.

segunda-feira, 28 de maio de 2012



Fazenda de Max Yasgur, onde aconteceu o Festival de Woodstock.

História


O Festival de Woodstock surgiu dos esforços de Michael LangJohn P. RobertsJoel Rosenman e Artie Kornfeld. Roberts e Rosenman, que entrariam com as finanças, colocaram um anúncio sob o nome de Challenge International, Ltd., no New York Times e no Wall Street Journal ("Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios").Lang e Kornfeld responderam o anúncio, e os quatro reuniram-se inicialmente para discutir a criação de um estúdio de gravação em Woodstock, mas a idéia evoluiu para um festival de música e artes ao ar livre.
Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares(aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia.[3]Aproximadamente 186.000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas.[4] Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de 500.000 pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.
O primeiro dia do festival.
Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e eventualmente transformando Bethel em uma "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene.
Embora o festival tenha sido reconhecidamente pacífico, dado o número de pessoas e as condições envolvidas, houve duas fatalidades registradas: a primeira resultado de uma provável overdose de heroína, e a outra após um atropelamento de trator. Houve também dois partos registrados (um dentro de um carro preso no congestionamento e outro em umhelicóptero), e quatro abortos.[6]
A multidão reunida.
Ainda assim, em sintonia com as esperanças idealísticas dos anos 60, Woodstock satisfez a maioria das pessoas que compareceram. Mesmo contando com uma qualidade musical excepcional, o destaque do festival foi mesmo o retrato comportamental exibido pela harmonia social e a atitude de seu imenso público.
FONTE:wikipedia

Como viviam os hippies?

por Roberto Navarro
O lance dessa galera era ser contra o "sistema" - a sociedade branca de classe média que pregava o apego aos bens materiais. Baseados nos princípios da não-violência e da cooperação, os hippies mais tradicionais costumavam viver em grupos. O centro do movimento foi a cidade americana de São Francisco, na Califórnia. Por lá, os hippies alugavam casarões antigos, onde moravam até 30 pessoas (se liga na ilustração ao lado). Eles faziam jus ao lema "sexo, drogas e rock’n roll", mas, ao contrário do que se pensa, também trabalhavam e tinham hábitos de higiene normais. A expressão "hippie" deriva da gíria americana "hip", que significa "bacana, antenado" e era usada pelos antecessores dos hippies, os beats ( intelectuais rebeldes dos anos 1950), para indicar coisas legais. Bebendo dessa influência, professores e alunos de universidades da Califórnia fundaram o movimento hippie no começo dos anos 1960. Lutando contra a Guerra do Vietnã (1954-1975) e a convocação obrigatória, seus ideais pacifistas se espalharam pelo mundo ocidental e foram fundamentais no desenvolvimento da chamada contracultura - forma de expressão que combatia os valores do capitalismo. O maior canal do movimento foi a música. Roqueiros como Jimi Hendrix, Janis Joplin e os Beatles aderiram ao "paz e amor" e ao experimentalismo psicodélico nas letras e sons. Com o fim da Guerra do Vietnã, em 1975, o movimento passou por uma desmobilização - afinal, o grande motor da união pacifista acabara. Se as "sociedades alternativas" de São Francisco foram desmontadas, os ideais hippies influenciaram outros grupos que surgiram nos anos 1980 e 1990, como os movimentos ecológicos, de defesa dos direitos indígenas e femininos.